Acordei às 5h42, três minutos antes do despertador. A luz fria da manhã entrava pela janela, cortando o quarto ao meio. Preparei café sem açúcar — o gosto amargo me mantém atento. Enquanto esperava a água ferver, repassei mentalmente os números da semana: duas propostas enviadas, uma resposta positiva, três emails ainda sem retorno. Não é o ideal, mas também não é catastrófico.
Na segunda-feira cometi um erro clássico: respondi um email de cliente às 23h. Resultado? Ele agora espera que eu esteja sempre disponível. Aprendi que eficiência não significa disponibilidade ilimitada. Horários de trabalho existem por uma razão. Esta semana vou configurar respostas automáticas fora do expediente. Simples, mas necessário.
Durante o almoço, conversei com Ana, uma colega freelancer. Ela disse: "Cobro por hora, mas nunca sei se estou ganhando o suficiente." Reconheci o dilema. Cobrar por hora parece seguro, mas limita o teto. Cobrar por projeto assusta no início, mas força você a melhorar processos. Expliquei minha regra: "Calcule quanto tempo vai levar, multiplique por dois, cobre 1.5x. Se terminar antes, você ganha. Se atrasar, aprende a estimar melhor."
À tarde, revisei meu orçamento mensal. Gastei R$ 340 a mais em assinaturas de software que uso raramente. Cancelei quatro delas. Será que preciso de três ferramentas de gestão de projetos? Não. Uma bem configurada resolve. Pequenos vazamentos afundam barcos grandes. Economizar R$ 340 por mês são R$ 4.080 no ano — quase um curso especializado ou duas viagens.
Critério para esta semana: revisar todos os gastos recorrentes. Se não usei nos últimos 30 dias, cancelo. Sem desculpas tipo "talvez use no futuro". O futuro não paga contas.
Ação concreta: criar uma planilha com todas as assinaturas, valores e datas de cobrança. Deixar visível na tela do computador. Revisar todo sábado. Estrutura não é opcional — é a diferença entre controlar o dinheiro ou ser controlado por ele.
Antes de dormir, calculei quanto sobrou este mês. Guardei 18% da renda. Meta é 20%, mas 18% ainda é progresso. Amanhã recomeço. Sem drama, sem pressa, mas também sem pausas longas demais. Consistência vence intensidade sempre.
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