Decidi ontem que vou guardar a decisão sobre o curso de Power BI por mais 30 dias. O valor é R$ 890, o que não é catastrófico — representa cerca de 3% da minha renda mensal bruta — mas o prazo de conclusão estimado é quatro meses se eu reservar seis horas por semana. Sei que tenho essas seis horas no papel. Imagino que na prática serão quatro, porque segunda e quinta costumam escapar por conta das reuniões de S&OP que se estendem além do previsto.
O argumento a favor é direto: minha empresa usa Power BI para os dashboards de planejamento e eu ainda dependo do time de BI para gerar as visualizações que preciso. Isso cria um gargalo que me incomoda há pelo menos um ano. Aprender a ferramenta cortaria esse tempo de espera e me daria mais autonomia para análises ad hoc. A hipótese é que isso valha em produtividade real; ainda não tenho números que confirmem.
O argumento contra também é direto: a empresa está avaliando migrar para Looker Studio nos próximos doze meses. Se a migração acontecer, o curso vira custo afundado. Sinto que a chance de migração é menor do que 50%, mas reconheço que estou estimando sem base sólida — não vi nenhum documento interno que confirme ou descarte essa direção.
Então o que estou escolhendo agora é: não decidir ainda. Vou rever em 4 de junho. Antes disso, quero ter conversado com o Paulo do time de BI sobre o cronograma real da migração. Se ele confirmar que Looker é hipótese séria para 2026, deixo o curso para depois. Se o prazo estiver indefinido ou improvável, provavelmente faço a matrícula.
O custo de esperar: a possibilidade de terminar o curso antes de agosto e aplicar as visualizações no ciclo de S&OP do terceiro trimestre. Se eu decidir sim só em junho e começar em julho, termino em novembro — perdendo um ciclo completo de planejamento.
Próximo passo: conversar com Paulo até 15 de maio. Revisão da decisão: 4 de junho.
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