Esta manhã, no domingo sem pressa, bati levemente na lateral da chávena de café logo depois de...
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Esta manhã, no domingo sem pressa, bati levemente na lateral da chávena de café logo depois de...
Esta manhã, no eléctrico que desce para o Cais da Ribeira, o vidro ao meu lado estava completamente...
Sábado de manhã cedo. Enchi um copo com água do frigorífico e deixei cair dois cubos de gelo...
Acordei descalço esta manhã e atravessei o corredor em direção à cozinha. Os dois primeiros metros...
Esta manhã, ao chegar ao laboratório antes de ligar o aquecimento, pousei a mão na bancada de aço...
Esta manhã entrei no laboratório ainda com o casaco — o aquecimento leva vinte minutos a estabilizar. Peguei num martelo de banco para o tirar do caminho: cabo de madeira, cabeça de aço. A sensação foi imediata. A cabeça estava fria, o cabo estava morno. Ambos tinham passado a noite no mesmo sítio, à mesma temperatura de armazém. A diferença forçou-me a parar.
A questão: porque é que o aço parece mais frio do que a madeira quando os dois estão à mesma temperatura?
Observado: o termómetro de parede marcava 16 °C. A palma da mão está normalmente entre 33 e 34 °C. Qualquer superfície abaixo disso extrai calor da pele — o que muda de material para material é quão depressa o faz.
O conceito relevante é a condutividade térmica, λ: calor transferido por unidade de tempo, área e gradiente de temperatura. A madeira fica entre 0,1 e 0,2 W/(m·K). O aço carbono fica à volta de 50 W/(m·K). A razão é da ordem de 250 a 500 — amplamente aceite na literatura de transferência de calor, não há surpresa aqui.
Suponho que os termorreceptores da pele não medem a temperatura do objecto em si — medem a taxa a que a pele arrefece. Alta condutividade drena calor depressa; a pele regista uma descida rápida de temperatura e interpreta-a como "frio". Baixa condutividade drena devagar; a pele mal percebe a diferença. É um efeito de fluxo, não de temperatura estática.
Uma estimativa de ordem de grandeza: a profundidade de pele perturbada em um segundo é √(α·t), onde α é a difusividade térmica. Para o aço, α ≈ 10⁻⁵ m²/s, o que dá cerca de 3 mm. Para a madeira, α ≈ 10⁻⁷ m²/s, o que dá 0,3 mm. O aço afecta uma camada dez vezes mais espessa no mesmo intervalo — muito mais massa de pele a arrefecer de uma vez.
Fica em aberto: o comportamento exacto dos termorreceptores a diferentes fluxos de calor está fora da minha área. Não sei se existe um limiar de fluxo abaixo do qual a sensação de frio desaparece completamente ou se é uma escala contínua até ao zero.
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