Objetivo do dia: trocar o cabo de mudanças traseiro da bicicleta antes de rebentar a meio de uma saída de fim de semana.
O cabo estava gasto há três semanas — dois filamentos partidos visíveis junto à manete. Podia ter esperado mais uns dias, mas este tipo de avaria tem o hábito de escolher sempre a pior altura para falhar de vez. Com tempo livre hoje à tarde, não havia desculpa para adiar.
Procedimento seguido:
- Desapertar o parafuso de fixação no desviador traseiro (M5, 3–4 Nm com a chave Allen de 4 mm) e puxar o cabo velho.
- Passar o cabo novo pelo canal no tubo diagonal — foi aqui que travei. O terminal de alojamento tinha saído do guia de plástico. Mais dez minutos a reencaminhar com uma pinça de ponta fina.
- Inserir a cabeça olivada na manete Shimano SL-M315 e puxar até encaixar.
- Ajustar o limitador inferior (L) com a corrente no maior pinhão e a roda suspensa.
- Fixar o cabo no desviador com tensão mínima, tensor da manete em posição intermédia.
- Afinar com o tensor até os saltos correrem limpos em toda a cassete.
A falha que não diagnostiquei logo: a extremidade do alojamento no tubo diagonal estava ligeiramente amassada por dentro. O cabo andava pesado mesmo com tudo desapertado — sintoma claro de fricção na capa, não no desviador. Causa provável: a queda de há dois invernos que nunca inspecionei a fundo. Resolvi com um corte limpo a 45° na ponta do alojamento usando o cortador de cabos de alavanca. Para este uso, chegou.
Testei com dez mudanças seguidas em carga leve. Seis limpas; quatro com micro-hesitação no quarto pinhão. Falta ainda meio quarto de volta no tensor — fica para amanhã com a bicicleta fria.
Para a próxima: inspeccionar os alojamentos antes de meter cabo novo. Um alojamento amassado mascara problemas de afinação e gasta o cabo mais depressa do que devia.
#bricolage #bicicleta #manutencao #faca-voce-mesmo