Objetivo do dia: aproveitar um resto de pinho de 18 mm para fazer dois suportes de prateleira para a cozinha. A tábua sobrou do projeto da estante do hall e tem encurvamento mínimo — aproveitável sem comprar material novo.
- Marquei as duas peças com o canto de marcação de 200 mm e riscador de aço: 180 × 65 mm cada suporte, com entalhe de 12 × 12 mm no canto inferior para encaixar no rodapé da parede.
- Cortei na serra circular a 45 mm de profundidade. Óculos, máscara de pó P2 e proteção auricular ligada — corte longitudinal em pinho levanta fiapos e facilmente passa os 95 dB.
- Imprimi uma jiga de posicionamento em PETG para guiar a broca de 6 mm nos quatro furos de fixação: altura de camada 0,2 mm, preenchimento 40 %, 235 °C, retração padrão. Tempo de impressão: 1 h 18 min.
- Grampeei a jiga com grampo F de 150 mm e perfurei a 200 rpm — menos rotações reduzem desvio lateral na madeira macia.
- Lixei com P120 e depois P220. Uma demão de óleo de linhaça puro, 30 minutos de espera, pano limpo.
Falha registada no segundo suporte: a madeira estilhaçou na saída da broca. Causa diagnosticada — esqueci a peça de sacrifício por baixo. O furo ficou dentro das tolerâncias mas a superfície inferior ficou com lascas visíveis. Tapei com massa de madeira cor pinho; vai ficar virada para a parede, mas fica no registo de falhas na mesma.
Os suportes ficaram nivelados a 0,5 mm um do outro, o que para uso em cozinha chega. A jiga vai para a gaveta dos jigs numerada com fita de papel — jiga nº 14.
Para a próxima: peça de sacrifício sempre, mesmo em furos de 6 mm em pinho mole. E vou alargar a base da jiga de 40 para 50 mm para ter mais superfície de contacto com o grampo F.
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