Hoje o objectivo era fazer um suporte de parede para o rolo de papel abrasivo da oficina. Cansado de o encontrar no chão com meia camada de pó de madeira agarrada, decidi usar um recorte de pinho de 18 mm que estava encostado na parede desde Março: 280 mm de comprimento, 90 mm de largura. Ligeiramente empenado num dos topos, mas para este uso chega.
Processo:
- Endireitei a face principal com a plaina nº 4, duas passagens de lado a lado. Óculos e máscara P2 antes de começar — madeira velha, soltava muito pó fino.
- Marquei os dois furos de fixação com esquadria e ponteiro de marcar: Ø6 mm, a 30 mm de cada extremidade, centrados na largura.
- Furei na berbequim de bancada a 90°, profundidade de 45 mm, velocidade baixa para não chamuscar.
- Lixei as arestas com P120 e depois P220, à mão sem bloco, só para tirar o fio.
- Uma camada de óleo de linhaça cru; secagem mínima de 24 horas antes de montar.
O problema surgiu no passo 3. Ao furar o segundo buraco, a broca de 6 mm saiu torta — talvez 3° de desvio. Não prendi a peça com firmeza suficiente à mesa e ela escorregou ligeiramente. O parafuso M6 ficou a apertar na bucha, mas o eixo ficou visivelmente fora de prumo. Compensei substituindo a bucha de 40 mm por uma de 60 mm, o que resolveu por agora, mas não é o método correcto.
No Prusa tenho guardado um modelo de morsinha auxiliar para berbequim de bancada que desenhei há dois meses para outro projecto e nunca imprimi. Para a próxima planejo assim: PLA a 215 °C, altura de camada 0,2 mm, 40 % de enchimento em grelha hexagonal, duas paredes. Devia ter sido o passo zero desta vez — foi aqui que travei sem precisar.
O suporte ficou na parede, está nivelado, cumpre a função. Próxima entrada: limar o batente da porta da copa, que voltou a prender com o calor de Agosto.
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