Hoje acordei pensando numa frase antiga que costumava ouvir: "A mente é como a água — quando está agitada, é difícil ver com clareza." Passei a manhã observando o café rodando na xícara, as ondas pequenas se formando e sumindo. Foi uma distração estranha, mas trouxe uma espécie de calma que eu não esperava.
À tarde, tentei uma coisa simples: escolher só uma tarefa e fazer devagar. Nada de abrir três abas ao mesmo tempo, nada de pular de ideia em ideia. Foi difícil. Minha cabeça queria correr, preencher cada segundo com algo novo. Mas decidi resistir. E sabe o que percebi? Que a pressa muitas vezes não é necessidade — é só hábito.
Conversei rapidamente com alguém na rua. A pessoa perguntou se eu estava bem, e eu respondi: "Sim, só pensando." E ela riu, dizendo: "Isso pode ser perigoso." Fiquei pensando depois: pensar demais pode ser perigoso, sim, mas pensar com calma, com intenção, talvez seja o oposto. Talvez seja justamente o que falta.
No final do dia, anotei uma pergunta no caderno: "O que eu realmente preciso fazer hoje?" A maioria das coisas que eu achava urgente… não era. Era só ruído. E percebi que boa parte da minha ansiedade vem de não separar o essencial do opcional.
Se você quiser tentar algo pequeno amanhã: escolha uma coisa — pode ser tomar o café, escrever uma frase, ou só respirar cinco vezes com atenção. Faça isso sem pressa, sem julgar. Só observe o que acontece. Às vezes, a clareza não vem de encontrar respostas, mas de parar de correr atrás delas.
A mente não precisa estar sempre ocupada. Às vezes, ela só precisa de espaço.
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