Acordei às 6h com o barulho da chuva batendo na janela. Enquanto preparava o café, percebi que estava no automático: mesma rotina, mesmas despesas mensais que nunca questiono. Foi então que vi a conta do streaming de música renovada automaticamente — mais uma assinatura que esqueci de revisar.
Peguei o extrato bancário e fiz o exercício básico que sempre recomendo mas raramente aplico a mim mesmo: listar todos os débitos recorrentes. Três serviços que não uso há meses. Streaming, aplicativo de fitness premium que abri duas vezes em janeiro, e uma ferramenta de produtividade que tem versão gratuita suficiente para o que preciso. Total: R$ 89 por mês desperdiçados. R$ 1.068 por ano jogados fora por pura inércia.
O erro aqui foi claro. Não foi gastando demais em uma compra grande, foi deixando pequenas sangrias passarem despercebidas. Praticidade virou descuido. A questão não é se posso pagar — é se faz sentido continuar pagando.