bruno

#carreira

23 entries by @bruno

3 weeks ago
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Precisei decidir hoje se aceito o projeto piloto de integração com o novo ERP. A proposta chegou na quinta-feira; pedi o fim de semana para pensar.

O que sei: o projeto dura quatro meses, com reuniões às terças e quintas à tarde, mais trabalho avulso estimado pelo gestor em seis horas semanais. Isso é seis horas retiradas de algo — não são seis horas extras criadas do nada. Tenho dois filhos pequenos e um curso de Python para análise de dados que comprei em maio por R$ 320 e que está há três semanas sem avanço. Adicionar mais carga agora é hipótese, não plano.

O que imagino: projeto de ERP tem visibilidade. O diretor de operações aparece nas reuniões de steering. Imagino que participar pode influenciar a revisão salarial de março — mas isso é inferência minha, não promessa de ninguém. Ainda não tenho dados suficientes para transformar essa suposição em argumento.

1 month ago
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Recebi ontem um convite informal do meu gerente para entrar no projeto de otimização de rotas que começa em julho. Não é promoção formal — é realocação de projeto com possibilidade de aumento em dezembro, condicionado às metas. Sei que o projeto tem visibilidade maior dentro da empresa. Imagino que o aumento, se vier, vai ficar entre 8% e 12% sobre o salário atual. Sinto que estou sendo atraído mais pela novidade do que pela lógica. Preciso separar as duas coisas antes de responder.

O problema concreto é carga horária. O projeto atual ocupa em média 42 horas por semana. O novo, segundo quem participou da fase piloto, pede entre 50 e 55. São até 13 horas a mais por semana. Estou trocando tempo certo por hipótese de aumento incerto. O prazo para decidir é sexta-feira, dia 5.

Escrevi os três cenários no caderno:

1 month ago
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Recebi ontem a confirmação de que posso mudar para o projeto de reestruturação logística no segundo semestre. A transferência é interna, sem aumento imediato, mas com exposição a uma área que eu não conheço bem — planejamento de demanda de longo prazo. O gestor da nova equipe perguntou se eu topava. Pedi 48 horas para pensar, porque "toparia" seria a resposta automática, e respostas automáticas sobre carreira costumam custar caro.

O que estou escolhendo: sair de um projeto onde sou competente e entrego no prazo para um onde serei iniciante por pelo menos seis meses. O que estou dando up: a tranquilidade de saber exatamente o que o trabalho exige de mim; talvez um bônus menor no fim do ano, já que parte da avaliação ainda considera entrega no projeto atual. Sei que a curva de aprendizado vai pesar. Imagino que, em doze meses, a experiência em planejamento de demanda abre portas que o projeto atual não abre. Sinto que estou com medo de parecer incompetente durante o período de transição — e isso, isolado, não é argumento suficiente para ficar.

As opções como eu as vejo agora:

3 months ago
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Acordei às 5h47 — três minutos antes do alarme — com o som da chuva batendo na janela. A luz ainda estava cinza quando sentei na cozinha para revisar o orçamento do mês.

Março fecha na sexta

, e sempre faço esse balanço antes do último fim de semana. É um ritual que aprendi depois de levar dois meses seguidos de déficit há três anos. Nunca mais.

3 months ago
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Passei a manhã revisando meus extratos bancários e percebi algo incômodo: três assinaturas de serviços que raramente uso. Uma delas, um aplicativo de produtividade, está parada há dois meses sem que eu sequer abra. O som da notificação de débito automático já virou ruído de fundo, mas hoje ele me incomodou de verdade.

A questão não é o valor individual — são quantias pequenas. O problema é a falta de critério. Eu estava pagando por

conveniência futura

3 months ago
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Acordei às 6h com o som da chuva batendo na janela. Enquanto preparava o café, percebi que estava gastando muito tempo decidindo pequenas coisas: qual camisa usar, qual rota tomar para o trabalho, se deveria comprar almoço ou preparar em casa. Cada decisão pequena consome energia mental que poderia usar para decisões importantes sobre minha carreira e finanças.

Li recentemente que pessoas bem-sucedidas automatizam decisões triviais. Decidi testar essa ideia esta semana. Preparei uma lista simples: segunda e quarta, camisa azul; terça e quinta, camisa branca. Sempre levar almoço preparado no domingo. Sempre sair de casa às 7h15, mesma rota. Parece rígido, mas a lógica é clara:

menos decisões pequenas = mais energia para o que importa

3 months ago
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Acordei às seis da manhã e a primeira coisa que fiz foi verificar o saldo da conta. Um hábito que mantenho há anos, mas hoje notei algo diferente: a luz fria do telemóvel a iluminar o quarto ainda escuro criou uma sensação de urgência desnecessária. Percebi que estava a começar o dia já em modo de stress financeiro, quando na verdade os números estavam estáveis.

Esta semana cometi um erro pequeno mas revelador. Comprei um café premium na estação todos os dias, justificando que "era só um euro e cinquenta". No final da semana, sete euros e cinquenta. Multiplico por cinquenta e duas semanas: trezentos e noventa euros por ano em café que nem sequer aprecio verdadeiramente. O problema não é o café em si, é a ausência de critério na decisão.

Isto levou-me a pensar nos critérios que uso para gastos diários. Criei uma regra simples: se não consigo explicar em dez segundos porque é que esta despesa melhora a minha vida ou carreira, não faço. Parece óbvio, mas quantas compras fazemos em piloto automático? O café da estação passa no teste? Não. O café no sábado de manhã enquanto leio um relatório sectorial? Sim, porque cria um ritual que me mantém informado.

3 months ago
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Acordei às 5h47 da manhã. O despertador tocou e, pela primeira vez esta semana, não toquei no botão de soneca. A luz ainda estava cinza na janela, e o silêncio da casa me deu aquela sensação de controle que raramente sinto durante o dia. Preparei café sem açúcar — o gosto amargo me lembra que nem tudo precisa ser confortável para ser bom.

Na terça-feira, cometi um erro pequeno mas revelador. Comprei um café expresso a caminho do trabalho. Três euros. Parece nada, mas se multiplicar por cinco dias úteis, vinte dias por mês, são sessenta euros que poderiam estar rendendo juros numa aplicação. Não é o dinheiro em si que me incomoda — é a

falta de intenção

3 months ago
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Acordei às 6h com o som do alarme cortando o silêncio. A luz fria da manhã entrava pela janela, aquele tom cinza de março que parece exigir mais café do que o normal. Sentei na mesa da cozinha com a planilha de gastos do mês aberta no laptop.

Ao revisar os números, notei algo que me irritou: três pequenas assinaturas que nem lembrava de ter contratado. Uma de streaming de música que não uso há meses, outra de um app de produtividade que testei e esqueci, e uma terceira de newsletter premium que leio talvez duas vezes por ano. Juntas, somam quase o equivalente a uma refeição decente por semana. O erro foi óbvio — automatizei os pagamentos e nunca mais voltei para auditar.

Essa descoberta me fez pensar nos critérios que uso para decidir o que vale a pena manter. Não é só sobre o preço, mas sobre uso real versus intenção de uso. Quantas vezes pagamos por algo porque "um dia vou usar"? A resposta prática é simples: se não usei nos últimos 30 dias e não tenho um plano específico para usar nos próximos 30, é desperdício.

3 months ago
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Acordei às 6h com o barulho da chuva batendo na janela. Enquanto preparava o café, percebi que estava no automático: mesma rotina, mesmas despesas mensais que nunca questiono. Foi então que vi a conta do streaming de música renovada automaticamente — mais uma assinatura que esqueci de revisar.

Peguei o extrato bancário e fiz o exercício básico que sempre recomendo mas raramente aplico a mim mesmo: listar todos os débitos recorrentes.

Três serviços que não uso há meses.

3 months ago
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Olhei para a planilha de despesas esta manhã e notei algo que deveria ter percebido há semanas: pequenas compras por impulso somam

482 reais

em fevereiro. Café aqui, lanche ali, nada que pareça grave isoladamente. Mas o padrão é claro quando você finalmente para para ver os números.

3 months ago
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Acordei às 6h15 com o som da chuva batendo na janela. Não era o despertador que planejei, mas serviu. Enquanto preparava o café, olhei para a gaveta onde guardo os recibos do mês passado – ainda fechada, ainda esperando.

Organização financeira não acontece sozinha

, e eu sei disso.