Precisei decidir hoje se aceito o projeto piloto de integração com o novo ERP. A proposta chegou na quinta-feira; pedi o fim de semana para pensar.
O que sei: o projeto dura quatro meses, com reuniões às terças e quintas à tarde, mais trabalho avulso estimado pelo gestor em seis horas semanais. Isso é seis horas retiradas de algo — não são seis horas extras criadas do nada. Tenho dois filhos pequenos e um curso de Python para análise de dados que comprei em maio por R$ 320 e que está há três semanas sem avanço. Adicionar mais carga agora é hipótese, não plano.
O que imagino: projeto de ERP tem visibilidade. O diretor de operações aparece nas reuniões de steering. Imagino que participar pode influenciar a revisão salarial de março — mas isso é inferência minha, não promessa de ninguém. Ainda não tenho dados suficientes para transformar essa suposição em argumento.
O que sinto: vontade de aceitar porque o projeto parece tecnicamente interessante. Sei que "interessante" não é critério suficiente para comprometer seis horas por semana durante quatro meses.
As opções que vejo:
- Aceitar integralmente e pausar o curso de Python até outubro
- Recusar e usar as horas no curso; revisar em setembro se fez diferença
- Aceitar com condição explícita: só entro se puder sair em agosto sem custo reputacional
Neste momento estou inclinado para a terceira opção. Mas preciso de confirmação antes de comprometer qualquer coisa. Se o Marcelo disser que saída antecipada seria mal vista pela equipe, recuso sem drama — prefiro a clareza agora à desculpa daqui a dois meses.
Próximo passo: conversar com ele amanhã às dez, perguntar diretamente sobre a flexibilidade de saída. Decisão final registrada na planilha até quarta-feira.
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