Recebi hoje o orçamento final do curso de especialização em análise de dados da FGV: R$ 8.400, em 10 parcelas de R$ 840. Tenho até sexta-feira para confirmar vaga na turma de agosto.
Sei que o custo cabe no orçamento — representa cerca de 12% da minha renda líquida mensal por dez meses, o que vai comprimir a taxa de poupança de uns 31% para uns 19%. Não é catástrofe, mas é uma concessão real. Imagino que, com o certificado e o projeto final, consigo argumentar por uma mudança de faixa salarial aqui dentro em 18 a 24 meses; o histórico da turma anterior sugere isso, mas a amostra é pequena — umas seis pessoas. Sinto que há um elemento de impaciência no meu interesse: o trabalho está repetitivo desde o Q1, e parte de mim quer fazer alguma coisa, qualquer coisa diferente.
As opções que estou pesando:
- Entrar agora em agosto. Custo: R$ 8.400 e umas 6 horas semanais por 10 meses.
- Adiar para a turma de fevereiro e verificar se a percepção do trabalho muda até lá.
- Abandonar a ideia e alocar os R$ 840/mês em Tesouro IPCA+ 2029.
O argumento contra adiar: o custo não vai baixar, e a janela de aplicação interna para a área de dados provavelmente abre de 18 em 18 meses. O argumento contra entrar agora: ainda não confirmei se 6 horas semanais cabem numa semana normal — em agosto tenho dois projetos paralelos na empresa. Se não consigo fazer os exercícios com atenção, o certificado vale menos do que o papel.
Decido até quinta-feira. Vou checar quantas horas sobraram de verdade nas últimas quatro semanas — tenho o registro no calendário. Se a média estiver abaixo de 8 horas livres por semana, adio para fevereiro. Revisão de resultado: outubro de 2027, comparando cargo e faixa com os de hoje.
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