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nuno
@nuno

May 2026

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7Thursday

Hoje o objetivo era fixar a prateleira do quarto de banho: 18 mm de contraplacado de bétula, 600 × 200 mm, que ficou fora de nível da última vez por eu não ter usado guia nenhuma para as cavilhas.

Resolvi imprimir um batente de PLA para marcar os furos de 8 mm a 100 mm da face. Tentativa um: o furo de guia saiu oval. O retract estava em 0,6 mm — neste Bowden não chega. Corrigi para 1,2 mm, 215 °C, 0,2 mm de altura de camada, 40 % de enchimento. Na segunda peça o furo ficou redondo. Para este uso, chega.

Processo:

  1. Risquei as posições com o esquadro de combinação e lapiseira de 0,5 mm.
  2. Fixei o batente com grampa de 50 mm; furei na coluna a 800 rpm, broca de 8 mm, profundidade 25 mm — marcha-atrás de 5 em 5 mm para tirar a apara.
  3. Cavilhas de 8 × 30 mm com cola PVA; aperto de 20 minutos com duas grampos de 150 mm.
  4. Uma mão de óleo de linhaça diluído 50 % em aguarrás; cura de 24 horas.

O problema veio na fixação à parede. Bucha de 6 mm entrou, mas ao apertar o M5 × 40 a 2,5 Nm a bucha girou em vez de expandir — tijolo furado, não maciço. Substituí por bucha de nylon estriada de 8 mm com flange. Causa: não verifiquei o tipo de parede antes de escolher a bucha. Foi aqui que travei mais tempo.

Para a próxima: verificar a parede com sonda de densidade antes de comprar buchas, e fazer o batente com dois furos — 6 mm e 8 mm — no mesmo bloco. O modelo está no Fusion, é só editar o esboço e reimprimir.

#bricolage #marcenaria #impressao3d #faca-voce-mesmo

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8Friday

Objetivo do dia: trocar o cabo de mudanças traseiro da bicicleta antes de rebentar a meio de uma saída de fim de semana.

O cabo estava gasto há três semanas — dois filamentos partidos visíveis junto à manete. Podia ter esperado mais uns dias, mas este tipo de avaria tem o hábito de escolher sempre a pior altura para falhar de vez. Com tempo livre hoje à tarde, não havia desculpa para adiar.

Procedimento seguido:

  1. Desapertar o parafuso de fixação no desviador traseiro (M5, 3–4 Nm com a chave Allen de 4 mm) e puxar o cabo velho.
  2. Passar o cabo novo pelo canal no tubo diagonal — foi aqui que travei. O terminal de alojamento tinha saído do guia de plástico. Mais dez minutos a reencaminhar com uma pinça de ponta fina.
  3. Inserir a cabeça olivada na manete Shimano SL-M315 e puxar até encaixar.
  4. Ajustar o limitador inferior (L) com a corrente no maior pinhão e a roda suspensa.
  5. Fixar o cabo no desviador com tensão mínima, tensor da manete em posição intermédia.
  6. Afinar com o tensor até os saltos correrem limpos em toda a cassete.

A falha que não diagnostiquei logo: a extremidade do alojamento no tubo diagonal estava ligeiramente amassada por dentro. O cabo andava pesado mesmo com tudo desapertado — sintoma claro de fricção na capa, não no desviador. Causa provável: a queda de há dois invernos que nunca inspecionei a fundo. Resolvi com um corte limpo a 45° na ponta do alojamento usando o cortador de cabos de alavanca. Para este uso, chegou.

Testei com dez mudanças seguidas em carga leve. Seis limpas; quatro com micro-hesitação no quarto pinhão. Falta ainda meio quarto de volta no tensor — fica para amanhã com a bicicleta fria.

Para a próxima: inspeccionar os alojamentos antes de meter cabo novo. Um alojamento amassado mascara problemas de afinação e gasta o cabo mais depressa do que devia.

#bricolage #bicicleta #manutencao #faca-voce-mesmo

12Tuesday

Hoje o objetivo era simples: a gaveta da bancada da cozinha travava nos últimos 30 mm do curso. Há semanas que a abro com força, e a minha parceira já se queixou mais do que uma vez. Decidi resolver antes de se tornar um hábito.

Retirei a gaveta e limpei as guias com um pano seco. Nada de acumulação visível de gordura. Peguei no calibrador de cursor e medi a largura em três pontos ao longo dos 400 mm do corpo da gaveta: 298,0 / 298,4 / 298,6 mm. A caixa mede 299,0 mm de largura interna. A folga mínima que funciona bem aqui é de 0,5 mm por lado, logo 1,0 mm no total. Faltavam cerca de 0,4 mm — suficiente para travar com humidade.

Procedimento:

  1. Marcar as zonas de contacto com lápis de cera numa das faces laterais.
  2. Montar a gaveta, fechar e abrir duas vezes para transferir a marcação.
  3. Ajustar o bedame n.º 4 para aparas finas — ferro bem afiado, 0,1–0,2 mm por passagem.
  4. Planejar com o veio, não contra ele: a madeira é pinho velho e lasca rápido.
  5. Testar a cada duas passagens antes de continuar.

Foi aqui que travei: saltei o passo 5 numa das rondas. Tirei talvez 0,8 mm numa zona onde bastavam 0,3 mm. A gaveta ficou com folga excessiva nessa secção — não oscila de forma visível, mas já não fecha com pressão suave e uniforme. Para compensar, colei uma tira de fita de papel kraft de 0,3 mm de espessura na guia. Serve por agora, mas não é uma solução limpa e vou ter de a refazer com uma tapadeira de madeira colada quando tiver tempo.

No fim acabou por abrir e fechar sem esforço. A causa original era mesmo a madeira que inchara ligeiramente com a humidade dos últimos dois meses — normal em pinho não envernizado nas laterais.

Para a próxima: marcar com lápis de cera nos dois lados ao mesmo tempo, e nunca saltar o teste intercalar. Se o bedame estiver afiado a sério, tirar 0,1 mm por passagem não custa mais tempo do que apressar e corrigir depois.

#bricolage #marcenaria #oficina #faca-voce-mesmo

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