Hoje o objetivo era simples: trocar a corrente da bicicleta antes que ela começasse a saltar nos pinhões. O desgaste já estava visível — mais de 0,75 % de elongação no medidor de corrente, hora de agir enquanto o bloco de cassete ainda tem margem.
- Levantei a bicicleta e passei-a pelo suporte de reparação improvisado — dois ganchos de madeira de 18 mm de contraplacado de bétula colados à parede da oficina há dois anos, e que continuam a aguentar sem drama.
- Com a ferramenta de extração de corrente KMC, abri a ligação no elo mais acessível. Contei os elos da corrente velha: 116 elos, 10 velocidades.
- A nova corrente (Shimano HG54, comprada há uns meses à espera deste momento) vinha com 118 elos. Cortei para 116 com cuidado.
- Fechei com o elo rápido KMC CL10R — passado pelas mãos, depois um puxão firme nos pedais em marcha para encaixar com um clique seco.
O problema apareceu no passo 3. Não verifiquei a direção de instalação antes de cortar. A corrente HG54 tem uma marcação de seta quase invisível na placa exterior que indica o sentido de rotação. Montei ao contrário, rodei os pedais, e o ruído seco foi imediato. Desmontei, virei a corrente, voltei a encaixar o elo rápido. Perdidos dez minutos, mas nenhuma peça danificada — pelo menos o elo rápido aguenta bem mais do que uma utilização.
Depois lubriquei com óleo de corrente Squirt (versão seca): três gotas por elo, deixei assentar cinco minutos, limpei o excesso com um pano de algodão velho. Fiz uma volta de teste no bairro para confirmar que não havia saltos nem ruídos.
Para a próxima, antes de cortar, marco a direção com um marcador permanente na própria corrente. Esses dois segundos teriam poupado os dez minutos de desfazer o trabalho. Por agora, a bicicleta está pronta para mais uns quantos meses.
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