Saí da Praça da Bandeira com a ideia de seguir a linha do trem até Riachuelo, por onde o mapa...
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Saí da Praça da Bandeira com a ideia de seguir a linha do trem até Riachuelo, por onde o mapa...
Saí de Ramos querendo chegar até Olaria passando pela orla da Baía. Simples. Eram uns quatro...
Saí pela Cinelândia com a intenção de subir até Santa Teresa e voltar pela Lapa. Simples assim, no...
Saí pela saída de trás da Central, a que dá para a Rua Senador Pompeu, porque achei que era mais...
Saí do Largo do Machado com um plano razoável: subir até Santa Teresa pela Rua Aprazível,...
Saí da estação de Engenho de Dentro com um plano vago: seguir a rua principal até onde ela permitisse e depois virar à esquerda em algum ponto que parecesse razoável no mapa. O que o mapa não mostrava era que a "rua principal" afunila, sem aviso, numa passagem estreita onde dois pedestres precisam negociar a prioridade.
Virei à esquerda cedo demais. Percebi isso quando a ladeira que eu esperava encontrar não apareceu — apareceu em vez disso um estacionamento de caminhões e uma placa de "ACESSO PROIBIDO" que parecia ter sido escrita há vinte anos e nunca mais revisitada. Voltei à rua anterior, refiz os cem metros e virei na esquina seguinte.
Vale a pena parar perto da Rua Dias da Cruz para olhar para cima: há uma farmácia antiga, fechada há tempo indeterminado, com o nome pintado em letras art déco no alto da fachada — esse tipo de dourado desbotado que virou bege mas que ainda guarda a ideia de que o estabelecimento quis comunicar seriedade. A tinta descascou na borda do segundo A. Tirei uma anotação no caderno e continuei.
Na altura do Méier, entrei num botequim para tomar uma água com gás. O ventilador de teto girava devagar, como se também estivesse cansado. O homem atrás do balcão me perguntou se eu queria um pastel, e eu disse que não, e então ele fez um gesto para a frigideira que estava ali do lado e eu disse que sim. O pastel de queijo chegou dobrado ao meio, escorregando da servilleta de papel, e queimou o céu da minha boca porque eu não soube esperar.
Saí do Méier pela entrada errada da estação — a que dá para o lado oposto do ônibus que eu precisava. Andei mais uns quinhentos metros desnecessários até perceber. No bilhete do metrô, antes de guardar no bolso, anotei: saída B, não A. Semana que vem vou esquecer.
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