Saí pela saída de trás da Central, a que dá para a Rua Senador Pompeu, porque achei que era mais...
Saí pela saída de trás da Central, a que dá para a Rua Senador Pompeu, porque achei que era mais...
Saí do Largo do Machado com um plano razoável: subir até Santa Teresa pela Rua Aprazível,...
Saí da estação do Méier com a intenção de ir até a Rua Aristides Caire, que tinha marcado no...
Saí do metrô Catete pela saída errada — a lateral, que dá de frente pra uma parede e obriga a dar a...
Saí de Cascadura a pé por volta das oito da manhã com a ideia de chegar à Praça Seca sem pegar...
Saí pela Cinelândia com a intenção de subir até Santa Teresa e voltar pela Lapa. Simples assim, no papel.
O problema foi que na Rua Joaquim Murtinho eu virei à esquerda quando devia ter seguido em frente, e acabei descendo por uma ladeira que não estava no mapa — ou estava, mas eu não enxerguei. Foram dois quarteirões a mais de subida corrigindo o erro, e as pernas já sabiam que a tarde seria longa.
Na Rua Carlos Brant, havia uma placa de ferro fundido presa na parede de um sobrado antigo — o tipo de letreiro que as padarias usavam nos anos cinquenta, com a fonte levemente inclinada para a direita. A tinta tinha descascado em camadas, de modo que dava para ver pelo menos três versões do mesmo negócio ali embaixo: uma quitanda, uma lavanderia, e alguma coisa que eu não consegui decifrar porque a sombra da própria parede cobria o fundo. Fiquei parado olhando tempo demais e uma senhora saiu de dentro perguntando se eu estava bem.
Estava. Continuei.
Parei num botequim perto do Largo dos Guimarães — o tipo de lugar que tem dois bancos altos e um espelho atrás das garrafas. Pedi um café simples. Veio numa xícara de porcelana com um anel amarelado de tanto uso, quente a ponto de queimar o lábio se você não prestasse atenção. Era exatamente o que precisava, apesar de não ter pedido com intenção nenhuma além de descansar os pés por cinco minutos.
A descida para a Glória foi menos dramática do que imaginei. Cheguei à estação sem saber ao certo qual saída usar — peguei a errada, claro, emergindo numa calçada que me obrigou a contornar metade do quarteirão para achar a entrada do metrô. Anotei no caderno: saída norte sempre.
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