Precisei decidir hoje se aceito o projeto piloto de integração com o novo ERP. A proposta chegou na quinta-feira; pedi o fim de semana para pensar.
O que sei: o projeto dura quatro meses, com reuniões às terças e quintas à tarde, mais trabalho avulso estimado pelo gestor em seis horas semanais. Isso é seis horas retiradas de algo — não são seis horas extras criadas do nada. Tenho dois filhos pequenos e um curso de Python para análise de dados que comprei em maio por R$ 320 e que está há três semanas sem avanço. Adicionar mais carga agora é hipótese, não plano.
O que imagino: projeto de ERP tem visibilidade. O diretor de operações aparece nas reuniões de steering. Imagino que participar pode influenciar a revisão salarial de março — mas isso é inferência minha, não promessa de ninguém. Ainda não tenho dados suficientes para transformar essa suposição em argumento.