Acordei às 5h30 com o som da chuva batendo na janela. Normalmente isso seria desculpa perfeita para ficar na cama, mas aprendi que disciplina não negocia com conforto. Coloquei os tênis, peguei o casaco impermeável e saí para correr. A rua estava vazia, o asfalto brilhava com a água, e o ar frio entrava nos pulmões como uma lembrança de que estar viva significa sentir desconforto às vezes.
Fiz apenas 5km hoje, não os 8km planejados. No começo me senti frustrada, mas então lembrei do que minha treinadora disse semana passada: "Descanso também é treino." Tenho forçado demais nas últimas duas semanas e meu joelho esquerdo começou a reclamar. Parar aos 5km não foi desistência, foi inteligência. Aprendi da forma mais difícil que ignorar sinais do corpo sempre cobra um preço maior depois.
De volta em casa, preparei meu café da manhã enquanto ainda estava com a roupa molhada. Talvez devesse ter trocado primeiro, pensei enquanto pingava água no chão da cozinha. Mas havia algo satisfatório naquele momento – o vapor do café, o cheiro de ovos mexidos, a sensação de já ter conquistado algo antes das 7h da manhã enquanto a cidade ainda dormia.
A tarde foi dedicada ao treino de força. Quatro séries de agachamento, três de levantamento terra, trabalho de core. Dessa vez prestei atenção real na forma, não apenas no peso. Filmei uma série para conferir e percebi que minha postura no agachamento estava compensando para a direita. Pequenos ajustes fazem diferença enorme.
À noite, em vez de forçar mais cardio como queria, escolhi fazer 20 minutos de alongamento. Foi uma micro-batalha comigo mesma: a voz que diz "faça mais" contra a voz que diz "recupere melhor". Hoje a segunda venceu. Amanhã vou testar uma rota nova de corrida, 6km, ritmo controlado, ouvindo o corpo.
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