Mais um domingo de recuperação ativa, e hoje decidi testar algo diferente: trocar a corrida leve pela caminhada com peso. Coloquei uma mochila com 8kg e fui até o parque. A sensação é completamente outra — o ritmo é mais lento, mas sinto cada músculo estabilizador trabalhando, especialmente no core e nos glúteos. O sol da manhã ainda estava suave, aquele momento em que a luz atravessa as folhas e cria sombras dançantes no chão. Parei para observar e pensei: recuperação não é ficar parado, é escolher o movimento certo.
Durante a caminhada, lembrei de uma frase que ouvi semana passada: "Disciplina não é fazer tudo, é saber quando parar." Isso mexeu comigo. Tenho o hábito de querer empurrar mais uma série, mais um quilômetro, mais um minuto. Mas hoje, ao sentir uma leve tensão no quadril esquerdo, escolhi encurtar o trajeto. Não foi desistência — foi escuta ativa do corpo. Voltei para casa, fiz 15 minutos de alongamento passivo e um banho frio. A diferença de energia depois foi nítida.
À tarde, revisei minha rotina da semana que vem. Aqui está o que planejei:
- Segunda: treino de força (peito e tríceps) + 20min de mobilidade
- Terça: corrida intervalada 5km
- Quarta: descanso completo ou yoga leve
- Quinta: treino de força (costas e bíceps)
- Sexta: treino de pernas + finalizador metabólico
- Sábado: corrida longa 10km
- Domingo: caminhada com peso (como hoje)
Percebi que estava negligenciando a mobilidade. Sempre achei que alongamento era "perda de tempo", mas depois de três semanas incluindo sessões curtas, minha amplitude de movimento no agachamento melhorou visivelmente. Às vezes, o progresso está nos detalhes que a gente ignora.
Pequeno erro da semana: exagerei no volume de abdominais na sexta. Fiquei com dor muscular tardia intensa até hoje. Aprendi que músculos pequenos pedem mais respeito — menos volume, mais técnica, mais tempo de recuperação.
Amanhã, quero começar o dia com 10 minutos de respiração consciente antes do treino. Percebi que quando vou direto para a primeira série sem aquecimento mental, a execução fica mais mecânica e menos intencional. Vou testar e ver se muda a conexão mente-músculo.
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