Acordei às 5h30 com o som da chuva batendo na janela. Normalmente seria o alarme que me tira da cama, mas hoje foi diferente – aquele barulho constante, quase hipnótico, me trouxe uma calma estranha. Fiquei alguns minutos só ouvindo antes de levantar.
O treino de hoje estava programado para ser corrida ao ar livre, mas com a chuva tive que improvisar. Montei um circuito em casa: burpees, mountain climbers, prancha. Aqui está meu erro do dia: comecei muito forte, sem aquecimento adequado, e na terceira série senti um desconforto no ombro direito. Parei imediatamente. Às vezes a disciplina não é sobre empurrar mais forte – é sobre saber quando recuar.
Aproveitei para fazer algo que venho adiando: uma sessão completa de alongamento. Vinte minutos no tapete, focando em respiração e mobilidade. O cheiro do café que minha irmã estava fazendo na cozinha chegava até a sala, misturado com aquele ar úmido da chuva. Talvez eu precise disso mais do que penso.
A rotina de hoje ficou assim:
- Aquecimento articular (5 min)
- Circuito funcional adaptado (25 min)
- Alongamento profundo (20 min)
- Café da manhã reforçado (ovos, abacate, pão integral)
Depois do treino, minha irmã comentou enquanto passávamos pela sala: "Você parece mais relaxada hoje." Não tinha pensado nisso, mas ela tinha razão. Às vezes mudar o plano não é falhar – é adaptar-se.
O ombro ainda está um pouco sensível. Vou aplicar gelo e fazer automassagem à noite. A recuperação é parte do treino, não uma pausa dele. Essa é uma lição que aprendo e reaprendo constantemente.
Amanhã: treino de força para pernas e core, com atenção extra ao aquecimento. Vou incluir cinco minutos de mobilidade de ombros antes de começar qualquer coisa. A consistência vem de longevidade, não de intensidade sem controle.
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