Acordei antes do alarme, aquela luz cinza do amanhecer entrando pela janela. O corpo estava pesado, mas não de cansaço — era aquela sensação boa de músculos trabalhados. Ontem exagerei um pouco nas séries de agachamento, e hoje as pernas lembravam disso a cada movimento.
Decidi trocar o treino de pernas que tinha planejado por uma caminhada leve de 40 minutos. Foi difícil aceitar isso. Minha mente queria insistir, empurrar, provar algo. Mas parei e pensei: disciplina não é só treinar duro, é também saber quando parar. Recovery é treino também.
Durante a caminhada, reparei em detalhes que normalmente ignoro quando estou correndo: o cheiro de café vindo de uma padaria, o som dos pássaros no parque, uma senhora regando plantas na varanda. Coisas simples que me fizeram perceber como ando acelerada.
Voltei para casa e fiz um alongamento de 20 minutos — daqueles que a gente sempre pula quando está com pressa. Quando foi a última vez que dei essa atenção ao meu corpo? Notei pontos de tensão no quadril que estavam pedindo cuidado há semanas.
Preparei um café da manhã completo: ovos mexidos, abacate, pão integral, frutas. Comer sem pressa, mastigando devagar, prestando atenção no sabor. Parece bobo, mas isso também faz parte. A gente não é só o treino; é também o descanso, a comida, o sono.
À tarde, revisei meu plano da semana. Percebi que estava programando treinos intensos demais, sem espaço para recuperação ativa. Ajustei: segunda e quinta serão treinos fortes, quarta será mobilidade, e sábado será uma caminhada longa ou yoga.
Aprendi algo hoje: ouvir o corpo não é fraqueza, é inteligência. Amanhã volto aos treinos com mais energia porque respeitei meu limite hoje.
Amanhã: treino de força pela manhã, focado em superiores. Nada de compensar o treino de hoje. Seguir o plano.
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