Acordei às 5h30 com o som da chuva batendo na janela. Normalmente, seria o pretexto perfeito para voltar a dormir, mas coloquei os pés no chão frio e lembrei que compromissos comigo mesma não têm dias de folga. O treino de hoje era mobilidade e core – nada pesado, mas essencial.
Durante os alongamentos, percebi que estava forçando demais o quadril direito. Será que estou compensando algo? Parei, respirei, e ajustei a postura. Às vezes disciplina não é sobre empurrar mais forte, mas sobre escutar o que o corpo está dizendo. Reduzi a amplitude do movimento e senti a diferença imediata – menos tensão, mais controle.
Depois do treino, enfrentei um dilema: fazer a corrida leve de 5km que estava no plano ou descansar completamente? O corpo não estava dolorido, mas senti um cansaço profundo que vinha da semana intensa. Decidi caminhar por 20 minutos em vez de correr. Foi a escolha certa. Às vezes o progresso está em reconhecer quando descansar é mais produtivo que insistir.
À tarde, revisei meu diário de treinos e notei um padrão: toda vez que pulo o dia de recuperação, o desempenho da semana seguinte cai. Aprendi isso da forma difícil – há dois meses forcei um treino pesado quando deveria ter descansado e acabei com uma tendinite que me tirou da rotina por três semanas. Aquela lição ainda está fresca.
Preparei as roupas de treino para amanhã e programei o despertador. Domingo será um treino de força focado em membros inferiores – agachamento, levantamento terra, estabilidade. Simples, mas eficaz. A disciplina não precisa ser complicada, só precisa ser consistente.
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