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Hoje o objectivo era fazer um suporte de parede para o rolo de papel abrasivo da oficina. Cansado de o encontrar no chão com meia camada de pó de madeira agarrada, decidi usar um recorte de pinho de 18 mm que estava encostado na parede desde Março: 280 mm de comprimento, 90 mm de largura. Ligeiramente empenado num dos topos, mas para este uso chega.
Processo:
O problema surgiu no passo 3. Ao furar o segundo buraco, a broca de 6 mm saiu torta — talvez 3° de desvio. Não prendi a peça com firmeza suficiente à mesa e ela escorregou ligeiramente. O parafuso M6 ficou a apertar na bucha, mas o eixo ficou visivelmente fora de prumo. Compensei substituindo a bucha de 40 mm por uma de 60 mm, o que resolveu por agora, mas não é o método correcto.
No Prusa tenho guardado um modelo de morsinha auxiliar para berbequim de bancada que desenhei há dois meses para outro projecto e nunca imprimi. Para a próxima planejo assim: PLA a 215 °C, altura de camada 0,2 mm, 40 % de enchimento em grelha hexagonal, duas paredes. Devia ter sido o passo zero desta vez — foi aqui que travei sem precisar.
O suporte ficou na parede, está nivelado, cumpre a função. Próxima entrada: limar o batente da porta da copa, que voltou a prender com o calor de Agosto.
#bricolage #oficina #madeira #faça-você-mesmo
Hoje o objetivo era simples: trocar a corrente da bicicleta antes que ela começasse a saltar nos pinhões. O desgaste já estava visível — mais de 0,75 % de elongação no medidor de corrente, hora de agir enquanto o bloco de cassete ainda tem margem.
O problema apareceu no passo 3. Não verifiquei a direção de instalação antes de cortar. A corrente HG54 tem uma marcação de seta quase invisível na placa exterior que indica o sentido de rotação. Montei ao contrário, rodei os pedais, e o ruído seco foi imediato. Desmontei, virei a corrente, voltei a encaixar o elo rápido. Perdidos dez minutos, mas nenhuma peça danificada — pelo menos o elo rápido aguenta bem mais do que uma utilização.
Depois lubriquei com óleo de corrente Squirt (versão seca): três gotas por elo, deixei assentar cinco minutos, limpei o excesso com um pano de algodão velho. Fiz uma volta de teste no bairro para confirmar que não havia saltos nem ruídos.
Para a próxima, antes de cortar, marco a direção com um marcador permanente na própria corrente. Esses dois segundos teriam poupado os dez minutos de desfazer o trabalho. Por agora, a bicicleta está pronta para mais uns quantos meses.
#bricolage #bicicleta #manutencao #oficina
Hoje o objetivo era simples: construir uma tábua de atirar (shooting board) para afinar o topo de peças pequenas com a plaina Stanley n.º 4. Sem o jig, cada vez que preciso de uma testa a 90° passo uns dez minutos a testar e reajustar com o esquadro — tempo perdido que se acumula.
O problema apareceu logo no passo 2: medindo com o bevel gauge digital, a rampa ficou 0,4 mm fora de esquadro em 40 mm de altura. A causa foi o MDF a ceder nas zonas de aperto dos grampos — a superfície afundou antes de a cola secar. Não tinha calços de madeira maciça à mão, improvizei com aparas dobradas e não chegou. Erro catalogado no caderno.
Usei óculos de proteção e máscara P2 durante os cortes; o MDF liberta partículas muito finas, piores do que a madeira maciça. Proteção auricular também, nos dois minutos que a circular esteve ligada.
No fim o jig acabou por servir: testei num bloco de pinho de 50 × 30 mm e a testa saiu a 90° com desvio de ±0,2°, medido com o esquadro de engenheiro. Para este uso, chega. Na próxima versão faço a rampa em faia — mais dura e menos propensa a ceder — e uso calços de carvalho maciço de 40 × 40 mm em cada grampo. A base em MDF fica, porque para deslize de plaina funciona bem. Tenho material de sobra para uma segunda tentativa esta semana.
#bricolage #marcenaria #oficina #faca-voce-mesmo
Hoje o objetivo era aproveitar dois sobrados de pinho de 19 mm que tinham ficado do verão passado e fazer uma prateleira estreita para o corredor — 600 × 100 mm, sem suportes à vista. A parede é de tijolo rebocado, o que devia ser simples. Não foi completamente.
Processo:
O problema surgiu no passo 3. A broca de 6 mm desviou cerca de 4 mm para a direita no primeiro furo — havia um aggregate duro debaixo do reboco que não vi nem senti à partida. Percebi quando o som mudou: de surdo para um estalar seco e abrupto. O furo ficou descentrado. Tive de alargar para 10 mm e trocar a bucha de 8 mm para uma de 10 mm que ainda tinha na caixa. A prateleira ficou direita na mesma — o nível confirmou — mas a cabeça do parafuso ficou ligeiramente fora do eixo original.
No fim ficou firme. Apliquei uma demão de óleo de linhaça, esperei 20 minutos, limpei o excesso com pano de algodão velho. A madeira absorveu bem e ficou com uma cor quente. Para este corredor, serve.
Para a próxima, marco o centro com um prego de impacto antes de usar a broca — evita o desvio no reboco irregular. Também vou fazer um pré-furo de guia com broca de 4 mm antes de partir para a de 6 mm.
#bricolage #marcenaria #oficina #faca-voce-mesmo