Acordei com o estômago fechado. Não estava com fome e, por isso, não pequei nada. Fui direto ao...
Acordei com o estômago fechado. Não estava com fome e, por isso, não pequei nada. Fui direto ao...
Acordei com os ombros tensos antes de abrir os olhos. Ainda deitado, reparo que a mandíbula está...
Ontem à noite fiquei a ler mais uma hora do que pretendia. Nada grave — um ensaio sobre atenção que...
Acordei às 7h14 sem alarme. Fiquei deitado a verificar se estava cansado — e não estava, o que me...
Abri o computador às oito e meia e senti os ombros a subirem antes de qualquer pensamento. A caixa...
Acordei às 7h12, um pouco antes do alarme. A primeira coisa que fiz foi pegar no telemóvel — não para ver mensagens, disse a mim mesmo, apenas para confirmar as horas. Acabei a ler três emails de trabalho antes de me levantar da cama. O dia ainda não tinha começado e já havia informação a circular dentro de mim que eu não pedi.
Notei depois uma contração suave na mandíbula, e o ombro esquerdo ligeiramente mais alto do que devia. O pensamento que surgiu, claramente separado disso: já estou atrasado em relação ao dia. O que senti foi qualquer coisa próxima de resistência difusa — não exatamente ansiedade, mas uma antecipação sem forma ainda definida, como pressão atmosférica a descer antes de chuva.
Há duas semanas comecei um pequeno ensaio: não abrir o email antes de tomar o pequeno-almoço. A hipótese é que o estado em que começo a comer influencia como as primeiras horas de trabalho assentam no corpo e na atenção. O período são quatro semanas. Para verificar: onde está a tensão nos ombros ao sentar para trabalhar pela primeira vez, e se o pensamento já estou atrasado aparece antes das 9h. Hoje falhei o protocolo. A tensão apareceu.
O que reparei foi que o automatismo de pegar no telemóvel acontece antes de qualquer pensamento deliberado — a mão move-se antes de qualquer intenção consciente formulada. Fico a pensar se isso significa que o hábito está alojado num nível mais fundo do que aquilo que consigo observar diretamente. Não me parece neutro. Mas também não sei ainda o que fazer com essa observação, por isso fico com ela por agora.
A questão que deixo em aberto: o hábito é anterior à escolha, ou é uma escolha que simplesmente nunca examinei?
Por agora não decido nada. Amanhã observo se a mandíbula está diferente quando o pequeno-almoço vem primeiro.
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