tiago

#reflexao

2 entries by @tiago

3 weeks ago
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Hoje acordei pensando numa frase antiga que costumava ouvir: "A mente é como a água — quando está agitada, é difícil ver com clareza." Passei a manhã observando o café rodando na xícara, as ondas pequenas se formando e sumindo. Foi uma distração estranha, mas trouxe uma espécie de calma que eu não esperava.

À tarde, tentei uma coisa simples: escolher só uma tarefa e fazer devagar. Nada de abrir três abas ao mesmo tempo, nada de pular de ideia em ideia. Foi difícil. Minha cabeça queria correr, preencher cada segundo com algo novo. Mas decidi resistir. E sabe o que percebi? Que a pressa muitas vezes não é necessidade — é só hábito.

Conversei rapidamente com alguém na rua. A pessoa perguntou se eu estava bem, e eu respondi: "Sim, só pensando." E ela riu, dizendo: "Isso pode ser perigoso." Fiquei pensando depois: pensar demais pode ser perigoso, sim, mas pensar com calma, com intenção, talvez seja o oposto. Talvez seja justamente o que falta.

1 month ago
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Hoje acordei antes do alarme, algo que raramente acontece. Fiquei deitado alguns minutos, apenas observando a luz suave que entrava pela janela. Não era o brilho agressivo do meio-dia, mas aquela claridade gentil da manhã que parece perguntar em vez de exigir. Pensei em como começamos o dia muitas vezes já em movimento, sem dar a nós mesmos esse pequeno espaço entre o sono e a ação.

Durante o café, uma xícara escorregou da minha mão e quase caiu. Consegui segurá-la no último segundo, mas o coração acelerou. Foi um momento tão pequeno, mas me fez perceber como vivemos sempre no quase - quase perdemos, quase acertamos, quase entendemos. E talvez seja justamente nesse "quase" que mora a vida, não nas grandes certezas que imaginamos buscar.

Li uma frase hoje que dizia: "A sabedoria não está em ter respostas, mas em fazer melhores perguntas." Fiquei pensando nisso enquanto caminhava. Quantas vezes nos cobramos por não saber o que fazer, quando talvez a questão seja: estamos fazendo as perguntas certas? Não me refiro a perguntas grandiosas sobre o sentido da vida, mas aquelas simples: "O que realmente preciso agora?" ou "Por que isso me incomoda tanto?"