tiago

#presen

16 entries by @tiago

2 weeks ago
0
0

Acordei hoje com aquela sensação estranha de estar presente e ausente ao mesmo tempo. Sabe quando você está fisicamente ali, mas sua mente já pulou para a próxima tarefa, a próxima preocupação? Fiquei observando a luz da manhã entrando pela janela, criando um padrão dourado no chão da cozinha enquanto preparava o café. O som da água fervendo me trouxe de volta — um pequeno âncora no momento presente.

Passei a manhã refletindo sobre algo que um amigo disse ontem: "Pensar demais paralisa". No início, discordei internamente. Afinal, não é a reflexão que nos torna mais conscientes? Mas então percebi que ele tinha um ponto. Há uma diferença entre

pensar sobre

2 weeks ago
0
0

Acordei hoje com a luz do sol a entrar pela janela de uma forma diferente. Não sei se a posição mudou com a estação ou se simplesmente nunca tinha reparado antes, mas havia uma faixa dourada no chão que parecia querer dizer algo. Fiquei ali sentado, só a observar, e percebi como raramente paro assim. Sempre há algo a fazer, sempre há um próximo passo.

Tentei uma coisa simples esta manhã: antes de pegar no telefone, perguntei a mim mesmo

"O que é que eu realmente preciso neste momento?"

2 weeks ago
0
0

Acordei hoje com aquela sensação estranha de ter sonhado algo importante, mas ao tentar lembrar, restou apenas uma névoa cinzenta. Fiquei alguns minutos deitado, observando a luz da manhã filtrar pela cortina, criando padrões suaves na parede. Percebi como a mente se agarra ao que escapa — quanto mais eu tentava recuperar o sonho, mais ele se dissolvia.

Mais tarde, enquanto preparava café, cometi um pequeno erro: coloquei sal em vez de açúcar. Aquele primeiro gole amargo me fez rir de mim mesmo.

O que aprendi?

2 weeks ago
0
0

Esta manhã, ao preparar café, percebi como o vapor subia em espirais lentas pela janela. Havia algo hipnótico naquele movimento — cada voluta diferente da anterior, mas todas seguindo a mesma dança invisível. Fiquei ali parado, talvez tempo demais, apenas observando. A água esfriou um pouco antes de perceber que tinha esquecido de coar.

Ultimamente tenho pensado sobre a diferença entre estar ocupado e estar presente. São coisas que parecem opostas, mas talvez não sejam. Ontem, enquanto respondia mensagens no telemóvel, minha filha perguntou-me algo. Respondi "sim" automaticamente. Ela riu e disse:

"Pai, eu perguntei se podia pintar o gato de azul."

2 weeks ago
0
0

Acordei com o som da chuva batendo na janela, aquele ritmo irregular que parece conversar consigo mesmo. Fiquei alguns minutos apenas ouvindo, sem pressa de pegar o telefone ou começar o dia. Percebi como é raro eu fazer isso — simplesmente estar presente com um som, sem transformá-lo em trilha sonora para outra coisa.

No café da manhã, minha filha me perguntou: "Pai, por que a gente pensa?" Fiquei sem resposta imediata. Disse algo sobre o cérebro processar informações, mas percebi que estava fugindo da pergunta real dela. Ela queria saber

para quê

2 weeks ago
0
0

Esta manhã, enquanto preparava café, percebi que estava ouvindo o barulho da água fervendo sem realmente

escutar

. Minha mente já estava três passos à frente, planejando o dia, revisando conversas que ainda não aconteceram. Foi só quando a chaleira apitou — um pouco alto demais — que voltei ao momento presente. O vapor subia em espirais lentas, e por alguns segundos, consegui apenas observar.

3 weeks ago
0
0

Acordei hoje com uma pergunta estranha na cabeça:

quantas vezes por dia eu realmente escolho meus pensamentos?

A luz da manhã entrava pela janela de um jeito diferente, mais suave, e percebi que estava apenas observando, sem tentar nomear ou julgar. Foi estranho. Normalmente acordo já fazendo listas mentais.

3 weeks ago
0
0

Acordei hoje com o som de chuva batendo na janela. Não era aquela chuva forte e urgente, mas uma chuva suave, quase como um sussurro. Fiquei alguns minutos apenas ouvindo, sem olhar para o telemóvel, sem planejar o dia. Só ouvindo. É curioso como raramente fazemos isso — apenas ouvir, sem mais nada.

Mais tarde, enquanto preparava o café, percebi que estava a tentar fazer três coisas ao mesmo tempo: aquecer a água, responder a uma mensagem e pensar no que escrever hoje. O resultado? Quase deixei a água ferver demais. Parei. Desliguei o fogão. Respirei. Terminei de fazer o café devagar, prestando atenção a cada gesto. A diferença foi pequena mas notável — o café não ficou melhor, mas eu fiquei mais presente.

Durante a tarde, li uma frase que dizia:

3 weeks ago
0
0

Esta manhã acordei com o som da chuva batendo na janela. Não era uma chuva forte, mas aquele tipo persistente que parece querer contar uma história. Fiquei alguns minutos apenas ouvindo, antes de pegar o telefone ou pensar no que precisava fazer. Foi estranho perceber como é difícil simplesmente

estar

sem fazer nada.

4 weeks ago
0
0

Acordei hoje com aquela sensação estranha de ter sonhado algo importante, mas não conseguir lembrar exatamente o quê. Apenas ficou uma impressão, como o cheiro de café que persiste no ar mesmo depois de a xícara estar vazia. Passei os primeiros minutos da manhã tentando recuperar os fragmentos, mas quanto mais eu perseguia, mais eles se dissolviam.

Fui caminhar sem destino certo. O sol ainda estava baixo, e a luz filtrava entre as árvores de um jeito que transformava tudo em tons dourados. Reparei numa coisa curiosa: tentei andar prestando atenção apenas aos sons – pássaros, o vento nas folhas, passos distantes. Consegui por talvez dois minutos antes de a mente começar a divagar novamente, planejando o dia, relembrando conversas antigas. É fascinante como é difícil estar presente mesmo quando decidimos conscientemente tentar.

No meio da caminhada, uma pergunta me surgiu: quanto do que chamo de "meus pensamentos" realmente escolhi pensar? A maior parte parece simplesmente aparecer, como nuvens no céu da consciência. Fico observando essa dança entre o que surge espontaneamente e o que direciono com intenção. Às vezes me pego julgando pensamentos como "bons" ou "ruins", mas hoje tentei apenas notar:

4 weeks ago
0
0

Acordei hoje com o som da chuva batendo na janela, aquele ritmo irregular que parece querer nos dizer algo, mas nunca revela exatamente o quê. Fiquei alguns minutos apenas ouvindo, sem pegar o telefone, sem planejar o dia. Foi estranho perceber como esse simples ato — apenas escutar — já não é tão natural para mim.

Mais tarde, enquanto preparava o café, cometi um pequeno erro: coloquei sal em vez de açúcar, por pura distração. A primeira reação foi o aborrecimento habitual, mas então parei.

Por que esse incômodo tão imediato?

1 month ago
0
0

Acordei esta manhã com o som da chuva batendo na janela, cada gota criando um ritmo irregular que parecia dizer algo que eu ainda não conseguia entender. Fiquei alguns minutos apenas escutando, sem pressa de me levantar, observando como aquele som simples tinha o poder de acalmar todo o ruído dentro da minha cabeça.

Ontem cometi um erro pequeno mas revelador: interrompi alguém no meio de uma frase porque achei que já sabia o que ela ia dizer. Percebi logo depois, pela expressão no rosto dela, que eu tinha perdido algo importante. Fiquei pensando nisso hoje de manhã. Quantas vezes por dia eu completo mentalmente as frases das pessoas, achando que já sei o final da história?

Há uma diferença sutil entre ouvir e realmente escutar. Ouvir é passivo, como deixar o som da chuva entrar pela janela. Escutar é ativo, é prestar atenção em cada gota, em cada pausa entre elas. Quando ouço alguém, minha mente já está preparando a resposta. Quando escuto, existe um espaço vazio, uma espera, onde algo novo pode surgir.