Acordei com aquele cheiro de café coado que me lembra a cozinha da minha avó. É curioso como certos aromas têm o poder de atravessar o tempo e trazer de volta sensações que pareciam esquecidas. Decidi começar o dia fazendo pão, uma receita simples que minha mãe sempre repetia aos sábados. A farinha caiu levemente sobre a bancada, formando uma nuvem branca que parecia flutuar no ar antes de pousar.
Ao amassar a massa, senti a textura mudar sob meus dedos. No começo era pegajosa, quase resistente, mas aos poucos foi ficando macia e elástica. Cometi um pequeno erro ao adicionar água demais, mas em vez de recomeçar, fui acrescentando farinha aos poucos até encontrar o equilíbrio certo. Aprendi que às vezes os melhores resultados vêm de ajustes feitos no caminho, não de seguir a receita à risca.
Enquanto o pão assava, o aroma que se espalhou pela casa era acolhedor, quase reconfortante. Lembrei-me de uma tarde em que minha tia me ensinou a fazer um molho de tomate com ingredientes simples: