Acordei às 5h30 com aquele frio na barriga que sempre vem antes de um treino pesado. Hoje era dia de pernas, e eu sabia que ia ser difícil. Enquanto preparava meu café, notei o silêncio da rua ainda adormecida – só o som da cafeteira e minha respiração. Esses momentos antes do sol nascer são meus favoritos.
Na academia, comecei com agachamentos. Estava planejando fazer cinco séries, mas na terceira percebi que meu joelho esquerdo estava reclamando. Não era dor, mas aquele aviso que o corpo dá quando algo não está 100%. Parei e refleti: será que eu estava ouvindo meu corpo ou apenas procurando desculpa? Decidi fazer um teste – reduzi a carga em 20% e foquei na forma perfeita. Foi aí que entendi: disciplina não é sempre empurrar mais peso, às vezes é ter sabedoria para recuar um passo.
Depois do treino, uma moça se aproximou e perguntou: "Como você consegue manter a consistência?" Respondi sinceramente: "Não é sobre sentir vontade todo dia, é sobre aparecer mesmo quando não sente." Ela sorriu e voltou para seu treino. Fiquei pensando nessa conversa durante todo o trajeto para casa.
À tarde, meu corpo pediu descanso. Em vez de forçar uma caminhada extra, fiz alongamento suave e li um pouco sobre periodização de treinos. Aprendi que os atletas de elite programam recuperação com a mesma seriedade que programam treino intenso. Isso mudou minha perspectiva – descanso não é luxo, é estratégia.
A rotina de hoje:
- 5h30: Acordar e café
- 6h00: Treino de pernas (45 min)
- 8h00: Café da manhã proteico
- 15h00: Alongamento e estudo
- 21h00: Preparação para dormir
Amanhã vou testar um treino de mobilidade pela manhã em vez de força pura. Quero ver se isso ajuda na recuperação do joelho. Pequenos ajustes, grandes resultados.
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