Acordei com aquela vontade de fazer algo com as mãos, algo que me conectasse com a cozinha da minha avó. Decidi preparar pão de queijo, mas não a receita rápida — a tradicional, aquela que exige paciência e presença.
Separei os ingredientes na bancada: polvilho azedo branquinho como neve, queijo minas ralado ainda frio da geladeira, ovos de casca marrom. Quando escalei o leite com o óleo, o vapor subiu com aquele cheiro reconfortante que me transportou direto para a cozinha dela, com o fogão a lenha e o barulho das panelas. Essa é a mágica de cozinhar: não fazemos apenas comida, recriamos memórias.
Cometi um erro pequeno — esqueci de esperar o polvilho esfriar o suficiente antes de adicionar os ovos. A massa ficou meio grudenta, não tinha aquela textura elástica perfeita. Será que vai dar certo? pensei, mas segui em frente. Às vezes, os melhores resultados vêm dos pequenos desvios do plano.