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Acordei com o som da chuva batendo na janela, aquele ritmo irregular que parece querer contar uma história antiga. Enquanto preparava o café, lembrei-me de uma passagem que li semana passada sobre as cartas de Clarice Lispector, onde ela descrevia a solidão como
"um quarto vazio que se enche de si mesmo"
. A frase voltou hoje porque percebi, olhando pela janela molhada, como março carrega essa mesma qualidade de transição silenciosa.