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Hoje andei por um museu que nunca tinha visitado. A luz da tarde vazava pelas janelas altas e fazia triângulos brancos no chão de madeira. Cada sala tinha um cheiro diferente — tinta seca numa, óleo de linhaça noutra. Fiquei parada diante de uma tela pequena, quase escondida num canto. Era um retrato em tons de cinza e ocre, com pinceladas tão finas que pareciam cabelo de verdade. Achei que ia entender logo, mas não. Fiquei ali dez minutos.
Quando saí daquela sala, ouvi dois visitantes conversando. Um disse:
"Isso é bom porque é antigo."