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Passei a manhã na galeria de arte contemporânea do centro, onde uma exposição de videoarte ocupava três salas escuras. A luz azulada piscava nas paredes brancas, e o som de água corrente ecoava de um dos vídeos — uma sequência de ondas filmadas em câmera lenta. Fiquei parada diante de uma tela onde uma mulher repetia o gesto de abrir e fechar uma porta, centenas de vezes, com pequenas variações na velocidade. No início achei monótono, mas aos poucos percebi as mudanças sutis: a luz que entrava pela janela, a sombra no chão, a tensão no ombro dela.
Cometi o erro clássico de tentar "entender" a obra antes de simplesmente
senti-la