Passei a tarde na exposição de gravuras do museu municipal. A luz natural entrava pelas janelas altas, criando sombras suaves sobre as molduras escuras. Havia um cheiro característico de papel antigo e madeira encerada que me fez respirar mais devagar, como se o ar guardasse memórias.
Parei diante de uma gravura em metal de uma artista local dos anos 70. As linhas eram finas, quase hesitantes em alguns pontos, mas formavam uma composição surpreendentemente equilibrada.
Quantas tentativas terá levado para conseguir essa textura?