A mulher dobrou a última peça e viu a fotografia cair no piso de ladrilho, com um estalo seco.
Era pequena, com bordas brancas, já um pouco amarelada. Uma criança sentada num muro, olhando para longe, para alguma coisa fora do quadro. Sem nome no verso, sem data — só o cheiro leve de guarda-roupa fechado por muito tempo.
Ela ficou parada, com a calça ainda quente nas mãos. O ventilador no teto girava devagar, quase sem barulho.