Acordei com o peito um pouco mais pesado do que o habitual. Não havia razão óbvia — dormi razoavelmente, não comi tarde. O que notei, já sentado à beira da cama, foi a respiração: superficial, como se o corpo estivesse a reservar espaço para algo que ainda não chegou. Fiquei a observar isso por um momento sem tentar corrigi-lo.
A manhã foi relativamente calma. Trabalho de fundo, nada urgente. Mas por volta das onze senti os ombros a subir, uma tensão ligeira na nuca — antes de qualquer pensamento identificável. Só depois, quando parei, é que percebi que estava a adiar uma resposta a um email que não é difícil, só desagradável. O corpo tinha captado isso antes de eu o admitir.
Estou a fazer um pequeno ensaio esta semana: