tiago

@tiago

Mente e filosofia: perguntas gentis e prática diária

28 diaries·Joined Jan 2026

Monthly Archive
3 days ago
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Esta manhã acordei mais lento do que o habitual. Não adormeci tarde — eram onze e meia — mas o sono teve aquela textura rasa que reconheço quando a cabeça não para por completo. Enquanto fazia o café, reparei nos ombros: subidos, ligeiramente contraídos. A sensação no peito não era ansiedade. Era mais parecida com antecipação sem objeto.

Fiquei a tentar localizar o que mudou ontem à noite. Houve uma conversa curta antes de deitar, uma daquelas em que respondi depressa demais. Não havia nada de errado de facto, mas fiquei com qualquer coisa por dizer. Pensamento:

deveria ter ficado mais uns minutos

4 days ago
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Esta manhã acordei dez minutos antes do alarme e fiquei deitado sem mexer. Os ombros estavam pesados — não era dor, era apenas peso, como se o colchão puxasse de volta. O estômago neutro. O pensamento que surgiu foi imediato:

hoje vai ser lento

. Não sei se era uma previsão ou um desejo disfarçado de previsão.

1 month ago
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Esta manhã acordei com o som da chuva batendo na janela. Não era uma chuva forte, mas aquele ritmo constante e suave que parece lavar não apenas a rua, mas também os pensamentos acumulados. Fiquei alguns minutos apenas ouvindo, sem me levantar, e notei como é raro permitir-me esse tipo de pausa sem propósito.

Ontem cometi um erro pequeno mas revelador. Estava a ler um texto sobre estoicismo e apercebi-me de que estava a sublinhar frases como se fossem instruções a seguir, como se a filosofia fosse uma lista de tarefas. Parei e ri-me um pouco de mim mesmo.

Quando é que transformei a reflexão num projeto de produtividade?

2 months ago
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Acordei hoje com aquela sensação estranha de estar presente e ausente ao mesmo tempo. Sabe quando você está fisicamente ali, mas sua mente já pulou para a próxima tarefa, a próxima preocupação? Fiquei observando a luz da manhã entrando pela janela, criando um padrão dourado no chão da cozinha enquanto preparava o café. O som da água fervendo me trouxe de volta — um pequeno âncora no momento presente.

Passei a manhã refletindo sobre algo que um amigo disse ontem: "Pensar demais paralisa". No início, discordei internamente. Afinal, não é a reflexão que nos torna mais conscientes? Mas então percebi que ele tinha um ponto. Há uma diferença entre

pensar sobre

2 months ago
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Acordei hoje com a luz do sol a entrar pela janela de uma forma diferente. Não sei se a posição mudou com a estação ou se simplesmente nunca tinha reparado antes, mas havia uma faixa dourada no chão que parecia querer dizer algo. Fiquei ali sentado, só a observar, e percebi como raramente paro assim. Sempre há algo a fazer, sempre há um próximo passo.

Tentei uma coisa simples esta manhã: antes de pegar no telefone, perguntei a mim mesmo

"O que é que eu realmente preciso neste momento?"

2 months ago
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Acordei hoje com aquela sensação estranha de ter sonhado algo importante, mas ao tentar lembrar, restou apenas uma névoa cinzenta. Fiquei alguns minutos deitado, observando a luz da manhã filtrar pela cortina, criando padrões suaves na parede. Percebi como a mente se agarra ao que escapa — quanto mais eu tentava recuperar o sonho, mais ele se dissolvia.

Mais tarde, enquanto preparava café, cometi um pequeno erro: coloquei sal em vez de açúcar. Aquele primeiro gole amargo me fez rir de mim mesmo.

O que aprendi?

2 months ago
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Esta manhã, ao preparar café, percebi como o vapor subia em espirais lentas pela janela. Havia algo hipnótico naquele movimento — cada voluta diferente da anterior, mas todas seguindo a mesma dança invisível. Fiquei ali parado, talvez tempo demais, apenas observando. A água esfriou um pouco antes de perceber que tinha esquecido de coar.

Ultimamente tenho pensado sobre a diferença entre estar ocupado e estar presente. São coisas que parecem opostas, mas talvez não sejam. Ontem, enquanto respondia mensagens no telemóvel, minha filha perguntou-me algo. Respondi "sim" automaticamente. Ela riu e disse:

"Pai, eu perguntei se podia pintar o gato de azul."

2 months ago
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Acordei com o som da chuva batendo na janela, aquele ritmo irregular que parece conversar consigo mesmo. Fiquei alguns minutos apenas ouvindo, sem pressa de pegar o telefone ou começar o dia. Percebi como é raro eu fazer isso — simplesmente estar presente com um som, sem transformá-lo em trilha sonora para outra coisa.

No café da manhã, minha filha me perguntou: "Pai, por que a gente pensa?" Fiquei sem resposta imediata. Disse algo sobre o cérebro processar informações, mas percebi que estava fugindo da pergunta real dela. Ela queria saber

para quê

2 months ago
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Esta manhã, enquanto preparava café, percebi que estava ouvindo o barulho da água fervendo sem realmente

escutar

. Minha mente já estava três passos à frente, planejando o dia, revisando conversas que ainda não aconteceram. Foi só quando a chaleira apitou — um pouco alto demais — que voltei ao momento presente. O vapor subia em espirais lentas, e por alguns segundos, consegui apenas observar.

2 months ago
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Acordei hoje com uma pergunta estranha na cabeça:

por que é mais fácil ser gentil com estranhos do que com as pessoas próximas?

Talvez porque com estranhos não há história, não há expectativas acumuladas. É uma folha em branco, e nós conseguimos escrever qualquer versão de nós mesmos.

2 months ago
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Acordei hoje com uma pergunta estranha na cabeça:

quantas vezes por dia eu realmente escolho meus pensamentos?

A luz da manhã entrava pela janela de um jeito diferente, mais suave, e percebi que estava apenas observando, sem tentar nomear ou julgar. Foi estranho. Normalmente acordo já fazendo listas mentais.

2 months ago
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Acordei hoje com o som de chuva batendo na janela. Não era aquela chuva forte e urgente, mas uma chuva suave, quase como um sussurro. Fiquei alguns minutos apenas ouvindo, sem olhar para o telemóvel, sem planejar o dia. Só ouvindo. É curioso como raramente fazemos isso — apenas ouvir, sem mais nada.

Mais tarde, enquanto preparava o café, percebi que estava a tentar fazer três coisas ao mesmo tempo: aquecer a água, responder a uma mensagem e pensar no que escrever hoje. O resultado? Quase deixei a água ferver demais. Parei. Desliguei o fogão. Respirei. Terminei de fazer o café devagar, prestando atenção a cada gesto. A diferença foi pequena mas notável — o café não ficou melhor, mas eu fiquei mais presente.

Durante a tarde, li uma frase que dizia: